LXXXIX Exposição do Acervo FIEO - Gravuras

 

De 15 de maio a 17 de junho de 2017 o UNIFIEO apresenta a LXXXIX Exposição do Acervo FIEO - Gravuras

 

Evento: LXXXIX Exposição do Acervo FIEO - Gravuras

Data: De 15 de maio a 17 de junho de 2017
Segunda a sexta-feira das 9h às 22h e aos sábados das 9h às 12h

Local: UNIFIEO – Centro Universitário FIEO
Salão de Exposições – Bl. Branco – Campus Vila Yara
Av. Franz Voegeli, 300 – Vl. Yara – Osasco / SP

Entrada Gratuita

 

 

Artista: GUERSONI, Odetto
Nome da obra: 
Xilo Modular XXIII
Técnica: 
Xilogravura
Medida: 
77 x 114 cm
Doação do Artista - 05/2002

 

 

Gravuras


Certa ocasião Fayga Ostrower, ela mesma um dos expoentes da gravura brasileira, definiu a arte da gravura como “a música de câmera das artes visuais”, querendo com isto dizer que este meio expressivo possui em comum com aquele tipo especial da arte dos sons o despojamento e o virtuosismo. Era o momento - meados do século passado - em que a gravura atingira em nosso país sua fase de pleno desenvolvimento, beneficiava-se de um prestígio só comparável ao de que desde os anos 40 desfrutava a arquitetura, e em que nossos gravadores conquistavam as principais premiações em todas as mais importantes bienais e exposições internacionais de que participavam.

Vivos e em atividade continuavam pioneiros como Carlos Oswald, Oswaldo Goeldi e Livio Abramo, e entre as gerações mais novas despontavam nomes hoje emblemáticos, como Carlos Scliar, Renina Katz, Odetto Guersoni, Marcello Grassmann, Aldemir Martins, Poty Lazarotto, Darel, Otávio Araújo e Eduardo Sued, praticando as três técnicas tradicionais da gravura - em madeira, metal e pedra -, além da serigrafia que então fazia sua estreia entre nós; nomes, esses, logo seguidos pelos de artistas à época extremamente jovens, como Maria Bonomi, Evandro Carlos Jardim ou Emanoel Araújo. Junte-se a eles o alemão Karl-Heinz Hansen, que apenas chegado à Bahia de tal modo apaixonou-se pela terra e pelos habitantes que acabou trocando o nome para Hansen-Bahia e por lá foi ficando (Siegfried convertido ao candomblé), e ter-se- á um grupo de artistas bastante representativo da época em que a gravura brasileira se destacava dentro e fora do Brasil. E é justamente uma seleção de suas obras, pertencente ao acervo da Instituição, que aqui apresentamos aos nossos visitantes.

 

José Roberto Teixeira Leite
Curador